domingo, 12 de julho de 2009

Dois patinhos na lagoa


Bom pra espantar a maré de coisas ruins desse blog e também da vida resolví fazer um post pra agradecer aos queridos pela ótima celebração dos meus 22!


A celebração ao vivo em cores!




As celebrações virtuais!





Um vídeo muito especial



Obrigada as queridas amigas que se dispuseram a ligar do Brasil e à quem mandou recadinhos virtuais. Me senti mais perto daí, mesmo que apenas por um dia!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Sem teto em Londres

Nos últimos dias o que tinha tudo para ser uma boa coisa se transformou no maior pesadelo que já tive e virou minha vida de pernas pro ar.

No dia que ia me mudar pra uma nova casa a dona do lugar decidiu extorquir dinheiro da gente e nos recusamos, escolha que nos deixou sem teto aqui na terra da rainha.

Ser ‘homeless’ não está sendo fácil mas já me ensinou muitas coisas:

Aprendi que...

Os velhos amigos são ainda mais amigos do que eu pensei que poderiam ser,
Os novos amigos tem um coração gigante e abriram suas casas pra gente,
Viver em outro país significa não ter quase direitos,
Chorar resolve teus problemas quando entras no metro sem ter renovado teus tickets,
Chorar não resolve porém a maioria do teus outros problemas,
Negociar aluguel de casa é uma montanha russa e se tem muito mais dúvidas do que certezas,
É preciso trabalhar mesmo quando não se tem onde morar,
É preciso ir a aula mesmo quando não se tem onde morar,
Não há nada como a cama da tua casa,
Não há nada como qualquer cama quando se tem a de casa,
É possível sobreviver sem quase nenhum dos teus bens (até mesmo a maquiagem =P),
Onde comem três comem quatro,
As vezes não se pode ‘não saber o que fazer’,
Não se pode ter vergonha de pedir ajuda,

Aprendi que tudo isso vai passar e que tudo vai ficar bem em breve.

Pelo menos terei o que contar para meus netos!

Amo vocês e desculpem o sumiço.

domingo, 28 de junho de 2009

London Weather

Bom ontem fiz um programa bem legal aqui na terra da rainha. Fui a um passeio de barco por um canal que percorre a cidade. O nosso anfitrião foi um professor la da escola que mora em um barco, coisa bemmmm alternativa. O passeio foi ótimo, deu pra pegar uma corzinha e posto aqui os dois vídeos que marcaram o dia e deixam bem claro como é o clima londrino!





Massss tudo vale a pena quando a alma não é pequena! hehehehhe

quinta-feira, 25 de junho de 2009

De que tamanho é o seu coração?


Dos agregadores dizemos que têm ‘um coração grande’.
Dos mais sensíveis, que o coração ‘é mole’.
Das facilmente enganadas pelos homens se diz que o coração é como um picadeiro.

De acordo com enciclopédias o coração é um órgão muscular, oco, que bombeia o sangue de forma que circule no corpo. Porém uma definição assim simplista em nada representa o que o coração representa com suas representações mil.

Mas o meu coração não é oco. As vezes acho que é cheio até de mais.

Entre meus dois átrios, dois ventricolos, uma artéria aorta e uma ou outra cavidade guardo minhas preciosidades. Os amigos que conheci no jardim de infância, os bisos que já se foram, as amigas que a distância separou em existência física mas não mental, os professores que tanto me ensinaram, a família, aqueles parceiro de temporadas que por um motivo ou outro já estiveram mais perto e principalmente os queridos amigos que são para o resto da vida. Ahhhh esses, esses me deixam até sem fôlego, mas isso já é um problema dos pulmões não do sobrecarregado coração.

Mas voltando a definição biológica o coração é um órgão muscular. Em meu vão conhecimento todo o músculo que se exercita cresce, em dimensões físicas. Por isso que trago comigo a constante necessidade de amar, cada dia mais, pra ver se assim mantenho o coração em ‘forma’.

Londres me fez perceber que meu coração está cada vez mais ‘sarado’, se exercitando constantemente e que está longe de esgotar sua lotação. Agrego ao meu peito cada vez mais ‘amigos’ no sentido mais raro da palavra, que se Deus quiser serão para sempre, e se não quiser, que sejam apenas por um período, mas que ao menos as boas lembranças durem para sempre.

E durarão.

“Arriscar-se é perder o pé por algum tempo.
Não se arriscar é perder a vida...”
Soren Kiekegaard

sábado, 20 de junho de 2009

We love Wales!

Queridos amigos esse post se dedica a contar para vocês através de vídeos um pouco mais sobre as 24 horas passadas na cidade de Cardiff, capital do País de Gales! Tem cada uma...

Primeira impressão



Coisa de primeiro mundo!



Horário de verão



Bassi em NY Nails



Chegando no Castelo



Desafio



Enfim...



hummm espero que tenham gostado do post... saudades

quarta-feira, 17 de junho de 2009

See you soon.

Quando eu decidi vir morar em Londres, ouvi de muitas pessoas coisas do tipo: “Que coragem”, “Não sei se eu conseguiria”. E fazer intercâmbio realmente não é fácil. Morar em outro país, ter que se virar em outra língua, arranjar um emprego, ter que morar longe das pessoas queridas, morar sozinho e ter que lidar com todas as obrigações que vêm implícitas nessa realidade. Ter que fazer certas coisas pelo simples fato de que se elas não forem feitas por ti mesmo, não serão feitas por mais ninguém.

Dito e feito. Chegando aqui, me deparei com milhares de tarefas cotidianas, das mais simples como ter que andar de ônibus, metrô ou a pé todos os dias, até as mais difíceis como procurar emprego e provar ser alguém interessante numa língua estrangeira. São provações diárias, mas que fazem toda a experiência valer à pena.

E com o tempo a gente aprende: a falar e ouvir inglês, a lembrar de colocar a roupa na máquina, a fazer o rancho semanal, a sair mais cedo de casa pra dar tempo de pegar o metrô, a cozinhar, a administrar o salário, pagar o aluguel em dia, entre outros.

Mas certas coisas não são assim, por dizer, tão automáticas. Fazer intercâmbio em uma das principais cidades do mundo é conhecer pessoas e mais pessoas que também estão aqui com o mesmo propósito (ou semelhante). E que vêm dos mais diversos cantos do mundo, mas que depois de um tempo, também voltam pra esses cantos. E a gente se depara com outra tarefa da qual o intercâmbio é regado: despedidas. E arranjar palavras pra dar “tchau” pra pessoas que se tornam tão próximas de ti em tão pouco tempo, e que ninguém sabe ao certo quando vai se reencontrar ou mesmo se isso vai acontecer é de dar um nó na garganta.

E aí eu me pergunto: se assim como aprendi a servir um pint também vou aprender a dar “tchaus-adeus” pra pessoas que se tornam tão especiais e tão distantes em tão pouco tempo.

sábado, 13 de junho de 2009

London Eye

Queridos amigos,

Aí vão dois vídeos engraçadinhos mostrando a nossa inexplicável experiência em London Eye na última terça-feira! De mais!





Beijos saudades